RESIGNAR-SE É...
Receber de bom grado tudo o que a vida nos oferece, especialmente as coisas aparentemente negativas, tendo em mente que tudo tem um lado bom, uma lição a nos ensinar, um bem a nos proporcionar.
Não invejar o bem e o que de bom o outro possuir, mas abençoá-lo em suas conquistas e trabalhar dignamente para tentar alcançar aquilo o que queremos.
Não se revoltar diante das aparentes injustiças da vida, mas acreditar que nada é por acaso, pois Deus é um pai justo e bom e jamais permitiria que um de seus filhos sofresse em vão.
Receber com boa vontade as pessoas difíceis que a vida coloca em nosso caminho, não deixando de fazer o que for possível para torná-las "pessoas fáceis", seja através do exemplo, da orientação ou simplesmente das nossas vibrações de amor, compreensão e carinho.
Não reclamar ou revoltar-se frente às dificuldades da vida, mas esforçar-se sempre para que elas deixem de existir ou se modifiquem para melhor.
Manter, o mais possível, a paciência diante das contrariedades, reconhecendo que nem as pessoas, nem os fatos têm que nos satisfazer o tempo todo.
Aceitar as tarefas do dia-a-dia com alegria e boa disposição, cumprindo com o dever e as obrigações que nos cabem sem resmungar ou aborrecer-se.
Obedecer, consciente e racionalmente, os impositivos da nossa vida em sociedade, sem que isso implique em cumplicidade com a hipocrisia ou com o interesse frio e calculista.
Saber renunciar, de vez em quando, em favor do outro, compreendendo que uns precisam de auxílio mais do que outros.
Confiar na sabedoria divina que coloca tudo e todos no lugar certo e no momento certo, inclusive nós, nossos parentes, amigos, chefes, colegas, governantes, etc.
Procurar compreender as limitações do outro e aceitá-las da melhor forma possível, ajudando-o, se necessário e com a sua aquiescência, a se modificar.
Não se conformar com o erro, com o problema, com a dificuldade, mas trabalhar constantemente para encontrar as respostas para o que nos aflige ou incomoda.
Não se acomodar na idéia de que tudo o que nos acontece depende só da vontade do Pai, mas procurar descobrir o que realmente é a Sua vontade e o que é conseqüência da nossa própria conduta.
Não ser submisso a nada e a ninguém que não seja Deus e Suas leis, mas tratar a todos com respeito e educação, fazendo por merecer o mesmo dos outros.
Não ser cúmplice do mal em nome do amor que tenhamos por alguém, mas reconhecer os defeitos do ente querido e procurar ajudá-lo até com advertências carinhosas, se necessário.
Lembrar-se de que todos nós já acertamos e erramos no passado e que só depende de nós, com a ajuda do Pai, melhorar ou não a nossa situação, através das nossas próprias escolhas e atitudes.
Ter consciência que cada um recebe o que merece e que, por isso mesmo, seja lá como for, nós estamos colhendo o que plantamos e somos o que escolhemos.
Aceitarmo-nos, momentaneamente, como somos, nunca perdendo de vista o nosso maior objetivo nessa vida: o aperfeiçoamento interior sem auto-violentação.
Reconhecer em Deus nosso maior refúgio e socorro nas horas difíceis, pedindo-lhe, de coração, ajuda através de preces, mas subordinando tudo à Sua vontade, antes de mais nada.
Evitar atitudes infrutíferas como lamentar-se, culpar-se inutilmente, flagelar-se material ou emocionalmente, ou fazer-se de vítima diante de um deslize ou tropeço, pois isso não nos leva a nada se não tivermos nos arrependido do erro ou relevado a mágoa, essas sim, atitudes que nos fazem crescer e amadurecer espiritualmente, iluminando-nos o caminho e empurrando-nos para o trabalho necessário de retificação e progresso contínuo.
Aproveitar da melhor forma o aprendizado que nos está sendo proposto através das várias situações da nossa vida: provas, tarefas voluntárias ou não, resgates, testes, etc.
Ter a plena
consciência de que nós podemos não estar nem onde nem como queremos,
mas, com certeza, estamos onde e como merecemos e necessitamos.