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100
OBSERVAÇÕES
A
RESPEITO
DA
COMPLICADA
LÍNGUA PORTUGUESA!
CURIOSIDADES
DA
LÍNGUA
PORTUGUESA
1 -
Custas
só se usa na
linguagem
jurídica
para
designar
'despesas
feitas no
processo'.
Portanto,
devemos
dizer: "O
filho vive à
custa do pai".
No singular.
2 - Não
existe a
expressão
à medida em
que. Ou
se usa à
medida que
correspondente
a à
proporção
que, ou
se usa na
medida em
que
equivalente
a tendo
em vista que.
3 - O certo
é a meu
ver e
não
ao meu ver.
4 - A
princípio
significa
inicialmente,
antes de
mais nada.
Ex:
A
princípio,
gostaria de
dizer que
estou bem.
Em
princípio
quer dizer
em tese.
Ex:
Em
princípio,
todos
concordaram
com minha
sugestão.
5 - À-toa,
com hífen, é
um adjetivo
e significa
"inútil",
"desprezível".
Ex:
Esse
rapaz é um
sujeito
à-toa.
À toa,
sem hífen, é
uma locução
adverbial e
quer dizer
"a esmo",
"inutilmente".
Ex:
Andava à
toa na vida.
6 - Com a
conjunção
se,
deve-se
utilizar
acaso, e
nunca
caso. O
certo: "Se
acaso vir
meu amigo
por aí,
diga-lhe...".
Mas podemos
dizer: "Caso
o veja por
aí...".
7 -
Acerca de
quer dizer
a
respeito de.
Veja:
Falei com
ele acerca
de um
problema
matemático.
Mas há
cerca de
é uma
expressão em
que o verbo
haver
indica tempo
transcorrido,
equivalente
a faz.
Veja:
Há cerca
de um mês
que não a
vejo.
8 - Não
esqueça:
alface é
substantivo
feminino.
A alface
está bem
verdinha.
9 - Além
pede sempre
o hífen:
além-mar,
além-fronteiras,
etc.
10 -
Algures
é um
advérbio de
lugar e quer
dizer "em
algum
lugar". Já
alhures
significa
"em outro
lugar".
11 -
Mantenha o
timbre
fechado do
o no
plural
dessas
palavras:
almoços,
bolsos,
estojos,
esposos,
sogros,
polvos, etc.
12 - O certo
é
alto-falante,
e não
auto-falante.
13 - O certo
é
alugam-se
casas, e
não
aluga-se
casas.
Mas devemos
dizer
precisa-se
de
empregados,
trata-se
de problemas.
Observe a
presença da
preposição (de)
após o
verbo. É a
dica pra não
errar.
14 - Depois
de ditongo,
geralmente
se emprega
x.
Veja:
afrouxar,
encaixe,
feixe,
baixa,
faixa,
frouxo,
rouxinol,
trouxa,
peixe, etc.
15 -
Ancião
tem três
plurais:
anciãos,
anciães,
anciões.
16 - Só use
ao invés
de para
significar
ao
contrário de,
ou seja, com
idéia de
oposição.
Veja:
Ela gosta
de usar
preto ao
invés de
branco. Ao
invés de
chorar, ela
sorriu.
Em vez de
quer dizer
em lugar
de. Não
tem
necessariamente
a idéia de
oposição.
Veja:
Em vez de
estudar, ela
foi brincar
com as
colegas.
(Estudar não
é antônimo
de brincar).
17 - Ainda
se vê e se
ouve muito
aterrisar
em lugar de
aterrissar,
com dois s.
Escreva
sempre
com o s
dobrado.
18 - Não
existe
preço barato
ou preço
caro. Só
existe
preço alto
ou baixo.
O produto,
sim, é que
pode ser
caro ou
barato.
Veja:
Esse
televisor é
muito caro.
O preço
desse
televisor é
alto.
19 - Ainda
se vê muito,
principalmente
na entrada
das cidades,
a expressão
bem vindo
(sem hífen)
e até
benvindo.
As duas
estão
erradas.
Deve-se
escrever
bem-vindo,
sempre com
hífen.
20 -
Atenção:
nunca
empregue
hífen depois
de bi, tri,
tetra,
penta, hexa,
etc. O nome
fica sempre
coladinho.
O Sport
se tornou
tetracampeão
no ano 2000.
O Náutico
foi
hexacampeão
em 1968. O
Brasil foi
bicampeão em
1962.
21 - Veja
bem:
uma
revista
bimensal é
publicada
duas vezes
ao mês,
ou seja, de
15 em 15
dias.
A revista
bimestral só
sai nas
bancas de
dois em dois
meses.
Percebeu a
diferença?
22 - Hoje,
tanto se diz
boêmia
como
boemia.
Nelson
Gonçalves
consagrou a
segunda, com
a tonicidade
no 'mia'.
23 -
Cuidado:
Eu caibo
dentro
daquela
caixa.
A primeira
pessoa do
presente do
indicativo
assim se
escreve
porque o
verbo é
irregular.
24 - Preste
atenção:
o senador
Luiz Estevão
foi cassado.
Mas
o leão
foi caçado e
nunca foi
achado.
Portanto,
cassar (com
dois s) quer
dizer tornar
nulo, sem
efeito.
25 - Existem
palavras que
só devem ser
empregadas
no plural.
Veja:
os
óculos, as
núpcias, as
olheiras, os
parabéns, os
pêsames, as
primícias,
os víveres,
os afazeres,
os anais, os
arredores,
os
escombros,
as fezes, as
hemorróidas,
etc.
26 - Pouca
gente tem
coragem de
usar, mas o
plural de
caráter
é
caracteres.
Então,
Carlos
pode ser um
bom-caráter,
mas os dois
irmãos dele
são dois
maus-caracteres.
27 -
Cartão de
crédito
e cartão
de visita
não pedem
hífen. Já
cartão-postal
exige o
tracinho.
28 -
Catequese
se escreve
com s,
mas
catequizar
é com z.
Esse
português...
29 - O
exemplo
acima foge
de uma
regrinha que
diz o
seguinte:
os verbos
derivados de
palavras
primitivas
grafadas com
s formam-se
com o
acréscimo do
sufixo -ar:
análise-analisar,
pesquisa-pesquisar,
aviso-avisar,
paralisia-paralisar,
etc.
30 -
Censo é
de
recenseamento;
senso
refere-se a
juízo.
Veja:
O censo
deste ano
deve ser
feito com
senso
crítico.
31 - Você
não bebe
a champanhe.
Bebe o
champanhe.
É, portanto,
palavra
masculina.
32 -
Cidadão
só tem um
plural:
cidadãos.
33 -
Cincoenta
não
existe.
Escreva
sempre
cinqüenta.
34 - Ainda
tem gente
que erra
quando vai
falar
gratuito
e dá
tonicidade
ao i,
como de
fosse
gratuíto.
O certo é
gratuito,
da mesma
forma que
pronunciamos
intuito,
circuito,
fortuito,
etc.
35 - E ainda
tem gente
que teima em
dizer
rúbrica,
em vez de
rubrica,
com a sílaba
bri
mais forte
que as
outras.
Escreva e
diga sempre
rubrica.
36 - Ninguém
diz
eu coloro
esse desenho.
Dói no
ouvido.
Portanto, o
verbo
colorir
é defectivo
(defeituoso)
e não aceita
a conjugação
da primeira
pessoa do
singular do
presente do
indicativo.
A mesma
coisa é o
verbo
abolir.
Ninguém é
doido de
dizer
eu abulo.
Pra dar um
jeitinho,
diga:
Eu vou
colorir esse
desenho. Eu
vou abolir
esse
preconceito.
37 - Outro
verbo danado
é
computar.
Não podemos
conjugar as
três
primeiras
pessoas:
eu
computo, tu
computas,
ele computa.
A gente vai
entender
outra coisa,
não é mesmo?
Então, para
evitar esses
palavrões,
decidiu-se
pela
proibição da
conjugação
nessas
pessoas. Mas
se conjugam
as outras
três do
plural:
computamos,
computais,
computam.
38 - Outra
vez atenção:
os verbos
terminados
em -uar
fazem a
segunda e a
terceira
pessoa do
singular do
presente do
indicativo e
a terceira
pessoa do
imperativo
afirmativo
em -e
e não
em -i.
Observe:
Eu quero
que ele
continue
assim.
Efetue essas
contas, por
favor.
Menino,
continue
onde estava.
39 - A
propósito do
item
anterior,
devemos
lembrar que
os verbos
terminados
em -uir
devem ser
escritos
naqueles
tempos com
-i, e
não
com -e.
Veja:
Ele
possui
muitos bens.
Ela me
inclui entre
seus amigos
de
confiança.
Isso influi
bastante nas
minhas
decisões.
Aquilo não
contribui em
nada com o
progresso.
40 -
Coser
significa
costurar.
Cozer
é que
significa
cozinhar.
41 - O
correto é
dizer
deputado
por São
Paulo,
senador
por
Pernambuco,
e não
deputado
de São Paulo
e
senador
de
Pernambuco.
42 -
Descriminar
é
absolver de
crime,
inocentar.
Discriminar
é
distinguir,
separar.
Então
dizemos:
Alguns
políticos
querem
descriminar
o aborto.
Não devemos
discriminar
os pobres.
43 - Dia
a dia
(sem hífen)
é uma
expressão
adverbial
que quer
dizer
todos os
dias,
dia após dia.
Por exemplo:
Dia a dia
minha
saudade vai
crescendo.
Enquanto que
dia-a-dia
é um
substantivo
que
significa
cotidiano
e admite o
artigo:
O
dia-a-dia
dessa gente
rica deve
ser um tédio.
44 - A
pronúncia
certa é
disenteria,
e não
desinteria.
45 - A
palavra
dó
(pena) é
masculina.
Portanto,
sentimos
muito dó
daquela moça.
46 - Nas
expressões
é muito,
é pouco,
é
suficiente,
o verbo
ser fica
sempre
no singular,
sobretudo
quando
denota
quantidade,
distância,
peso. Ex:
Dez
quilos é
muito. Dez
reais é
pouco. Dois
gramas é
suficiente.
47 - Há duas
formas de
dizer:
é
proibido
entrada,
e
é
proibida a
entrada.
Observe a
presença do
artigo a
na segunda
locução.
48 - Já se
disse muitas
vezes, mas
vale
repetir:
televisão
em cores,
e não
a cores.
49 -
Cuidado:
emergir
é vir à
tona,
vir à
superfície.
Por exemplo:
O monstro
emergiu do
lago.
Mas
imergir
é o
contrário: é
mergulhar,
afundar.
Veja o
exemplo:
O navio
imergiu em
alto-mar.
50 - A
confusão é
grande, mas
se admitem
as três
grafias:
enfarte,
enfarto
e infarto.
51 - Outra
dúvida:
nunca
devemos
dizer
estadia
em lugar de
estada.
Portanto,
a minha
estada em
São Paulo
durou dois
dias.
Mas
a estadia
do navio em
Santos só
demorou um
dia.
Portanto,
estada
para
permanência
de pessoas,
e estadia
para
navios ou
veículos.
52 - E não
esqueça:
exceção
é com ç,
mas
excesso
é com dois
s.
53 -
Lembra-se
dos verbos
defectivos?
Lá vai mais
um: falir.
No presente
do
indicativo
só apresenta
a primeira e
a segunda
pessoa do
plural:
nós
falimos, vós
falis.
Já pensou em
conjugá-lo
assim: eu
falo, tu
fales...
Horrível, né?
54 - Todas
as
expressões
adverbiais
formadas por
palavras
repetidas
dispensam a
crase:
frente a
frente,
cara a
cara,
gota a
gota,
face a
face,
etc.
55 - Outra
vez, tome
cuidado.
Quando
for ao
supermercado,
peça
duzentos ou
trezentos
gramas de
presunto,
e não
duzentas
ou trezentas.
Quando
significa
unidade de
massa, grama
é
substantivo
masculino.
Se for a
relva, aí
sim, é
feminino:
não pise
na grama; a
grama está
bem crescida.
56 - É
freqüente se
ouvir no
rádio ou na
TV os
entrevistados
dizerem:
Há muitos
anos
atrás...
Talvez nem
saibam que
estão
construindo
uma frase
redundante.
Afinal, há
já dá idéia
de passado.
Ou se diz
simplesmente
Há muito
anos.
ou
Muitos
anos atrás.
Escolha. Mas
não
junte o
há com
atrás.
57 - Cuidado
nessa
arapuca do
português:
as palavras
paroxítonas
terminadas
em -n
recebem
acento
gráfico, mas
as
terminadas
em -ns
não
recebem:
hífen,
hifens;
pólen,
polens.
58 -
Atenção:
Ele
interveio na
discórdia,
e não
interviu.
Afinal, o
verbo é
intervir,
derivado de
vir.
59 - Item
não
leva acento.
Nem seu
plural
itens.
60 - O certo
é a
libido,
feminino.
Devo dizer:
Minha
libido hoje
não tá legal.
61 - Todo
mundo gosta
de dizer
magérrima,
magríssima,
mas o
superlativo
de magro
é
macérrimo.
62 - Antes
de
particípios
não
devemos usar
melhor
nem pior.
Portanto,
devemos
dizer:
os alunos
mais bem
preparados
são os do 2º
grau.
E nunca:
os alunos
melhor
preparados...
63 - Essa
história de
mal com l,
e mau com
u, até
já cansou. É
só decorar:
Mal é
antônimo de
bem,
e mau
é antônimo
de bom.
É só
substituir
uma por
outra nas
frases para
tirar a
dúvida.
64 -
Pronuncie
máximo,
como se
houvesse
dois s
no lugar do
x (mássimo).
65 - Toda
vez que
disser "É
meio-dia e
meio"
você estará
errando. O
certo é:
meio-dia
e meia.
Ou seja,
meio dia
e meia hora.
66 -
Não tenho
nada a ver
com isso,
e não
haver com
isso.
67 - Nem
um nem outro
leva o verbo
para o
singular:
Nem um
nem outro
conseguiu
cumprir o
que prometeu.
68 - Toda
vez que usar
o verbo
gostar
tenha
cuidado com
a ligação
que ele tem
com a
preposição
de.
Ex:
a coisa
de que mais
gosto é
passear no
parque.
A pessoa
de que mais
gosto é
minha mãe.
69 -
Lembre-se:
pára,
com acento,
é do verbo
parar,
e para,
sem acento,
é a
preposição.
Portanto:
Ele não
pára de
repetir para
o amigo que
tem um carro
novo.
70 - E tem
mais:
pelo,
sem acento,
é preposição
(contração
da
preposição
por
com o artigo
o) e
pêlo,
com acento,
é o cabelo.
71 - E quer
mais?
Pêra, a
fruta, leva
acento, só
para
diferenciar
de uma
antiga
preposição
também
chamada
pera. Já
o plural
dispensa o
acento:
peras.
Dá pra
entender? O
jeito é
decorar.
72 - Ainda
tem mais uma
palavra com
acento
diferencial:
pôde,
terceira
pessoa do
singular do
pretérito
perfeito do
verbo
poder. É
para
diferenciar
de pode,
a forma do
presente.
Então
dizemos:
Ele até
que pôde
fazer tudo
aquilo, mas
hoje não
pode mais.
Percebeu a
diferença?
73 - Pôr
só leva
acento
quando é
verbo:
Quero pôr
tudo no seu
devido lugar.
Mas se for
preposição,
não leva
acento:
Por
qualquer
coisa, ele
se contenta.
74 - Fique
atento:
nunca diga
nem escreva
1 de
abril, 1 de
maio.
Mas sempre:
primeiro
de abril,
primeiro de
maio.
Prevalece o
ordinal.
75 - É
chato,
pedante ou
parece ser
errado dizer
'quando
eu vir
Maria, darei
o recado a
ela'.
Mas esse é o
emprego
correto do
verbo ver
no futuro do
subjuntivo.
Se eu
vir, quando
eu vir.
Mas quando é
o verbo
vir que
está na
jogada, a
coisa muda:
quando eu
vier, se eu
vier.
76 - Só use
quantia
para somas
em dinheiro.
Para o
resto, pode
usar
quantidade.
Veja:
Recebi a
quantia de
20 mil
reais. Era
grande a
quantidade
de animais
no meio da
pista.
77 - O
prefixo
recém
sempre se
separa por
hífen da
palavra
seguinte e
deve ser
pronunciado
como
oxítona:
recém-chegado
de Londres.
78 - Não
esqueça:
retificar
é
corrigir,
e
ratificar
é
comprovar,
reafirmar:
'Ratifico
o que disse
e retifico
meus erros'.
79 - Quando
disser
ruim,
diga como se
a sílaba
mais forte
fosse -im.
Não tem
cabimento
outra
pronúncia.
80 - Fique
atento: só
empregamos
São
antes de
nomes que
começam por
consoante:
São
Mateus, São
João, São
Tomé, etc.
Se o nome
começa por
vogal ou h,
empregamos
Santo:
Santo
Antonio,
Santo
Henrique,
etc.
81 - E
lembre-se:
Seção,
com ç,
quer dizer
parte de
um todo,
departamento:
a seção
eleitoral, a
seção de
esportes.
Já sessão,
com dois
s,
significa
intervalo de
tempo que
dura uma
reunião,
uma
assembléia,
um
acontecimento
qualquer:
A sessão
do cinema
demorou
muito tempo.
A sessão
espírita
terminou.
82 - Não
confunda:
senão,
juntinho,
quer dizer
caso
contrário.
E se não,
separado,
equivale a
se por
acaso não.
Veja:
Chegue
cedo, senão
eu vou
embora. Se
não chegar
cedo, eu vou
embora.
Percebeu a
diferença?
83 - Tire
esta dúvida:
quando só
é adjetivo
equivale a
sozinho
e varia em
número,ou
seja, pode
ir para o
plural. Mas
só
como
advérbio,
quer dizer
somente.
Aí não se
mexe. Veja:
Brigaram
e agora
vivem sós
(sozinhos).
Só
(somente)
um bom
diálogo os
trará de
volta.
84 - É comum
vermos no
rádio e na
TV o
entrevistado
dizer: "O
que nos
falta são
subzídios".
Quer dizer,
fala com a
pronúncia do
z.
Mas não é:
pronuncia-se
ss.
Portanto,
escreva
subsídio
e pronuncie
subssídio.
85 -
Taxar
quer dizer
tributar,
fixar
preço.
Tachar
é
atribuir
defeito,
acusar.
86 - E
nunca
diga:
Eu torço
para o
Flamengo.
Quem torce
de verdade,
torce
pelo
Flamengo.
87 - Todo
mundo tem
dúvida, mas
preste
atenção:
50% dos
estudantes
passaram nos
testes
finais.
Somente 1%
terá
condições de
pagar a
mensalidade.
Acreditamos
que 20% do
eleitorado
se abstenha
de votar nas
próximas
eleições.
Mais
exemplos:
10% estão
aptos a
votar, mas
1% deles
preferem
fugir das
urnas.
Quer dizer,
concorde com
o mais
próximo e
saiba que
essa regra é
bastante
flexível.
88 -
Um dos
que deixa
dúvidas.
Há
gramáticos
que aceitam
o emprego do
singular
depois dessa
expressão.
Mas pela
norma culta,
devemos
pluralizar:
Eu sou um
dos que
foram
admitidos.
Sandra é uma
das que
ouvem rádio.
89 -
Veado se
escreve com
e, e
não com i.
90 - Esse
português da
gente tem
cada uma:
tem
viagem
com g
e viajem
com j.
Tire a
dúvida:
viagem é o
substantivo:
A viagem
foi boa.
Viajem é o
verbo:
Caso
vocês
viajem,
levem tudo.
91 - O
prefixo
vice
sempre se
separa por
hífen da
palavra
seguinte:
vice-prefeito,
vice-governador,
vice-reitor,
vice-presidente,
vice-diretor,
etc.
92 -
Geralmente,
se usa o
x depois
da sílaba
inicial -en:
enxaguar,
enxame,
enxergar,
enxaqueca,
enxofre,
enxada,
enxoval,
enxugar, etc.
Mas cuidado
com as
exceções:
encher e
seus
derivados (enchimento,
enchente,
enchido,
preencher,
etc)
e quando
-en se
junta a um
radical
iniciado por
ch:
encharcar
(de charco),
enchumaçar
(de
chumaço),
enchiqueirar
(de
chiqueiro),
etc.
93 - Não
adianta
teimar:
chuchu
se escreve
mesmo é com
ch.
94 -
Ciclo
vicioso
não existe.
O correto é
círculo
vicioso.
95 - E qual
a diferença
entre
achar e
encontrar?
Use achar
para definir
aquilo que
se procura,
e encontrar
para aquilo
que, sem
intenção
nenhuma, se
apresenta à
pessoa.
Veja:
Achei
finalmente o
que
procurava.
Maria
encontrou
uma corda
debaixo da
cama. Jorge
achou o gato
dele que
fugiu na
semana
passada.
96 -
Adentro
é uma
palavra só:
Meteu-se
porta
adentro. A
lua sumiu
noite
adentro.
97 - Não
existe
adiar para
depois.
Isso é
redundante,
porque adiar
só pode ser
para depois.
98 - Afim
(juntinho)
tem relação
com
afinidade:
gostos
afins,
palavras
afins.
A fim de
(separado)
equivale a
para:
Veio logo
a fim de me
ver bem
vestido.
99 - Pode
parecer meio
estranho,
mas pode
conjugar o
verbo
aguar
normalmente:
eu águo,
tu águas,
ele água,
nós aguamos,
vós aguais,
eles águam.
100 -
(Finalmente,
chegamos ao
centésimo
item). E,
por falar
nisso,
centigrama
é palavra
masculina:
dois
centigramas.
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